Inicio a série de textos com a análise de cinco artistas participantes da Bienal de Artes de São Paulo.
Cildo Meireles
Nascido no Rio de Janeiro em 1948, Cildo Meireles tem uma produção que incorpora reflexões sobre a circulação de informações na sociedade, sempre com a temática das relações de poder.
Iniciou sua atuação durante o regime militar (1964-1985), quando a censura impedia a liberdade de expressão. O artista criou uma maneira alternativa para falar, inscrevendo proposições políticas em objetos e práticas cotidianos. Exemplo disso é a série Inserções em circuitos ideológicos (1970), onde o artista escreve frases de protesto em objetos, como uma garrafa de coca-cola com o objetivo de devolvê-la à circulação, o que evidencia o objeto como mobilizador social.
Na obra Homeless Home (2003), o artista nos leva a pensar na relação entre espaço público e espaço privado. Podemos refletir, também, como a mudança no espaço pode interferir nas atividades que realizamos e como criar novas relações dentro de um mesmo espaço.
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